terça-feira, 11 de março de 2014

Castro deve imunizar mais de 1.600 meninas contra o HPV

Meta estipulada pelo Ministério da Saúde é vacinar 80% do público-alvo



A Secretaria Municipal de Saúde iniciou nesta segunda-feira (10) a imunização das meninas com idade de 11 a 13 anos contra o papilomavírus humano (HPV), principal causador do câncer de colo de útero. A meta do governo federal é vacinar 80% do público-alvo, formado por 5,2 milhões de adolescentes em todo o país. Em Castro, a meta é imunizar pelo menos 1.644 das 2.056 meninas nesta faixa etária. A vacinação segue até o dia 10 de abril.

As doses estão disponíveis em todas as unidades de Saúde da Família. Além disso, equipes de Saúde devem ir até as escolas, alcançando assim o público-alvo da campanha”, explica a enfermeira da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, Daniele Mayer. 
A vacina distribuída na rede pública é quadrivalente, ou seja, oferece imunização ativa contra quatro genótipos do HPV - 6, 11, 16 e 18. De acordo com o Ministério da Saúde, os subtipos 16 e 18 são os de alto risco e responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer de colo do útero em todo o mundo.

Daniele explica que para receber a imunização nas unidades de Saúde da Família é preciso levar a carteirinha de vacinação e documento de identificação. A imunização acontece em três doses. A primeira dose será administrada agora. A segunda dose será aplicada seis meses após a primeira, ou seja, em setembro. E, a terceira dose é feita cinco anos após a primeira dose”.



CÂNCER

Devido à sua alta incidência e mortalidade, o câncer do colo do útero é um importante problema de saúde pública, especialmente nos países em desenvolvimento. Embora tenha alta incidência, este câncer apresenta forte potencial de prevenção - com vacinação, uso de preservativo e ações educativas – e também de cura, quando diagnosticado precocemente. 

Estimativas mundiais apontam aproximadamente 530 mil casos novos e 275 mil mortes por câncer do colo do útero ao ano, sendo 88% desses óbitos em países em desenvolvimento. No Brasil, o câncer do colo do útero é o segundo tipo de câncer mais frequente entre mulheres, após o câncer de mama, com alta mortalidade e faz, por ano, 4.800 vítimas fatais.

A estratégia adotada para o rastreamento do câncer do colo do útero no país é a realização do exame preventivo chamado Papanicolau. No Brasil, o perfil de prevalência de HPV é semelhante ao global, sendo 53,2% para HPV 16 e 15,8% para HPV 18. A principal forma de transmissão do HPV é por via sexual, que inclui contato oral-genital, genital-genital ou mesmo manual-genital. Embora tenha baixa frequência, pode ocorrer a infecção por sexo oral. Estima-se que entre 25% e 50% da população feminina e 50% da população masculina mundial esteja infectada pelo HPV.




CALENDÁRIO NACIONAL DE VACINAÇÃO

O Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), em 2014, amplia o Calendário Nacional de Vacinação com a introdução da vacina quadrivalente contra o papilomavírus humano (HPV) no Sistema Único de Saúde (SUS). A vacinação, conjuntamente com as atuais ações para o rastreamento do câncer do colo do útero, possibilitará, nas próximas décadas, prevenir essa doença, que representa hoje a segunda principal causa de morte por neoplasias entre mulheres no Brasil.

O Ministério da Saúde ressalta que a introdução de qualquer vacina no PNI perpassa rigorosa análise técnica, pautada por critérios epidemiológicos, imunológicos, socioeconômicos, operacionais, financeiros e tecnológicos. Além disso, desde 2007, a realização de estudos de custo-efetividade tem sido imprescindível em todas as incorporações de vacinas, uma vez que há que se considerar não somente o impacto da vacina na redução da morbimortalidade da doença, mas também a eficiência do programa de imunização, isto é, os benefícios à saúde frente à redução nos custos relacionados à doença (hospitalizações, tratamentos, dias de trabalho e de estudos perdidos e sobrevida). A produção nacional da vacina HPV é resultado da parceria para transferência de tecnologia entre o laboratório público Instituto Butantan e o laboratório privado MerckSharpDohme (MSD), detentor da tecnologia. A introdução da vacina representa investimento do Ministério da Saúde da ordem de R$ 360,7 milhões para a aquisição de 12 milhões de doses, apenas para o primeiro ano de realização da vacina.



*Com Ministério da Saúde


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Muito grata por sua mensagem!